Como sempre, levantei cedo, com os pássaros.Dei uma espiada e o tempo estava fechado. Tudo bem, para tirar mariscos não se precisa de sol. Comi uma banana, fiz um aquecimento, dei uma corrida e um mergulho. Volto caminhando pela praia e veja quem vem: o Sandro com a mochila, uma cavadeira e um puçá. - Vamos tirar mariscos, gritou? Ora com um amigo, sempre é mais agradável. - Estava-te esperando! Recebeste a minha tele-mensagem? Rimos. Geralmente, quando nos encontramos na praia, um pensou no outro. Ele também é de Escorpião. - Vamos precisar de uma corda. O mar tá lavando um pouco, falei. Convidei-o para entrar. Ele tem 23 anos, surfa, malha, é faixa preta de tai-koondo (é assim que se escreve?), 1,80m, olhos azuis e um belo sorriso. Coloquei o tênis, peguei a corda de náilon - tem uns dez metros – e um saco, e lá vamos nós. O tempo começou a abrir. A praia, o mar e os costões estavam belíssimos, mas a água fria. Caminhamos por uma trilha até um local mais afastado porque pe...