Meu avô - Francisco Pitz – “Dea Petza Chic”
Michael Pütz chegou à Ilha de Santa Catarina, no brigue Luiza, no dia 07 de novembro de 1828, com a mulher, Maria Kirchen e quatro filhos: Johanna, 12 anos, Michael, 8 anos, Franz, 6 anos e Anna com 2 anos de idade. Integravam um conjunto de 276 pioneiros.
Durante a viagem a família adotou o adolescente Jacob Bornhausen (patriarca de famosa família política do Estado de Santa Catarina), um clandestino que ficara escondido num barril no navio da imigração. Foi um reforço importantíssimo para a família.
No início do ano de 1830, a família instalou-se no lote sorteado pela Colônia de São Pedro de Alcântara. O imóvel situava-se numa inclinação íngreme da montanha para o leste em direção a Biguaçu, cujo local passou a chamar-se Louro, devido a existência em abundância dessa árvore de madeira nobre.
O local montanhoso e acidentado, junto ao Caminho das Tropas para Lages, foi chamado de Santa Bárbara pela Colônia e pelos moradores locais de Katzenberg.
Aberta uma clareira numa pequena área plana e perto de uma fonte de água, com a ajuda de vizinhos e instrumentos básicos (enxadas, foices, machados e uma serra manual longa que era repassada entre os usuários) fornecidos pela Colônia, começou a construção de uma pequena casa de estuque. Com chão de barro, ajuda de cipós que eram abundantes, troncos de árvores, barro e folhas de palmeiras para a cobertura, construíram a sua casa.
Assim que os filhos foram crescendo, mudaram-se para as Colônias Alemãs de Santa Isabel, Angelina e Gaspar.
Jacob Bornhausen casou-se com Johanna a filha mais velha de Michael Senior e foram morar na Colônia Santa Isabel.
Com a morte de Michael Senior, a propriedade ficou com o filho Michael. Com a morte deste, a propriedade passou para seu filho Francisco.
Michael Junior casou-se duas vezes. A primeira com Elisabetha Schmitt com quem teve 5 filhos: Maria, Miguel, Adão, Maria Madalena e Catarina. A segunda com Margarida Schmitz e 6 filhos: Pedro, João, José, Margarida, Nicolau e Francisco.
Francisco nasceu em 1875, no Louro (atual município de Antônio Carlos-SC). Casou-se com Luiza Gesser, nascida em São Pedro de Alcântara. “Dea Petza Chic” era a expressão, "o Chico dos Pütz", no baixo-alemão (plattdeusch).
Desta união nasceram 13 filhos sendo quatro mulheres e nove homens: Fredolino (Fredolin), Arnoldo (Arnold), Virgílio (Virgil), Sebastião (Sebastian), Leonardo (Leo), Pedro (Peda), José (Zé), Júlio (Jul), Alfredo (Freda), Bertolina (Berta), Maria (Marie), Rainildes (Nila) e Albertina (Betina).
Francisco com os filhos, trabalhando no Louro, local quente e terra fértil, conseguiu amealhar uma pequena fortuna ao produzir e vender açúcar grosso transportado pelo Rio Biguaçu até Florianópolis.
Comprou uma propriedade vizinha numa área mais alta pertencente à Colônia de São Pedro com uma linda vista panorâmica. Este imóvel havia sido dividido em dois, sendo que uma parte foi adquirido pelo Governo do Estado para a residência de veraneio do Governador.
Embora as terras não fossem tão férteis, a infraestrutura que ele ampliou tinha um grande açude abastecido por dois córregos da propriedade, sendo que um deles foi desviado para o local. O engenho completo de produção de açúcar e farinha de mandioca, movido à água, centralizava as atividades da família.
No sítio além de gado, suínos e galinhas havia um paiol para a guarda do milho, dois cavalos e um carro de mola, usado principalmente para ir à missa em São Pedro. Ele ficava estacionado com os arreios de metal amarelo dos cavalos, num galpão próprio.
Dizia o meu pai que ele faleceu de “Wassersucht” (hidropisia – água no coração). Mas nas minhas pesquisas atuais descobri que ele faleceu de hidropericárdio¹, em casa, no dia 1º de setembro de 1931, sem tratamento médico. Foi um desastre para a família, pois ele ainda era jovem.
Seus restos mortais estão enterrados no cemitério velho de São Pedro de Alcântara, no meio da vegetação e das árvores que se apoderaram da área. Seu espírito continua incorporado ao DNA da família manifestando-se nos seus netos, bisnetos e trinetos.
Dizia minha mãe e a minha tia Nila, que eu, Romeu, fisicamente era parecido com ele. Agora nasceu o meu neto Henrique e diz o meu filho que ele é parecido comigo. Meu avô foi vitimado por hidropericárdio e eu, aos 68 anos, fiz uma cirurgia por causa da hidrocefalia.
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¹ - Pericárdio é uma membrana que recobre o coração. Hidropericárdio é uma doença conhecida como Derrame Pericárdio. Ocorre um acúmulo de líquido entre o pericárdio e o coração. Dependendo do grau de derrame pericárdio, este líquido que naturalmente não pode aparecer, pode atrapalhar o coração de bater. Derrame pericárdio importante pode causar um fenômeno chamado tamponamento cardíaco. Existem várias causas: Pericardite é uma delas. Neste caso de tamponamento o tratamento instituído é a drenagem com agulha guiada por ultrassom.(https://www.doctoralia.com.br/perguntas-respostas/o-que-e-hidropericardio)
Atualizado em 12/04/2020.
Dizia minha mãe e a minha tia Nila, que eu, Romeu, fisicamente era parecido com ele. Agora nasceu o meu neto Henrique e diz o meu filho que ele é parecido comigo. Meu avô foi vitimado por hidropericárdio e eu, aos 68 anos, fiz uma cirurgia por causa da hidrocefalia.
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¹ - Pericárdio é uma membrana que recobre o coração. Hidropericárdio é uma doença conhecida como Derrame Pericárdio. Ocorre um acúmulo de líquido entre o pericárdio e o coração. Dependendo do grau de derrame pericárdio, este líquido que naturalmente não pode aparecer, pode atrapalhar o coração de bater. Derrame pericárdio importante pode causar um fenômeno chamado tamponamento cardíaco. Existem várias causas: Pericardite é uma delas. Neste caso de tamponamento o tratamento instituído é a drenagem com agulha guiada por ultrassom.(https://www.doctoralia.com.br/perguntas-respostas/o-que-e-hidropericardio)
Atualizado em 12/04/2020.

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