De repente descubro que não é importante o que os outros pensam sobre mim
De repente descubro que não é importante o que os outros pensam com relação a mim. Tenho o condicionamento firmado de que para minha alegria, preciso ser aprovado pelo outro. Preciso fazer sucesso. Parece que o número de aprovações dos meus pensamentos tem relação com a minha felicidade. Libertar-me dessa situação é um grande progresso. Já me dizia um conhecido de muitos anos que o que eu escrevo é, principalmente, dedicado a mim. O que escrevo é produto meu e somente tem valor exatamente por isto. Mas, muitas vezes penso o que Rohden, Jung, Hitler ou Rajneesh, pensariam de mim. Só que isto não tem a menor importância sobre eu mesmo. Pessoas que realmente deveriam importar para mim seriam meus pais, meus irmãos e minha família. Mas meu espírito adentrou num universo totalmente diferente do deles e por isto, não é possível comparar alhos com bugalhos. Meu espírito despertou. Mas o que isto tem relação com os outros? Nada. Somente outros espíritos despertos sabem o que isto representa.
Durante toda a minha vida procurei encontrar pessoas similares no crescimento espiritual, mas não as encontrei. O que também não é uma grande perda, afinal sou essencialmente tão diferente, que se existem são apenas parecidas, mas não iguais. Os preconceitos das pessoas que me cercam são tão terríveis que penso estar encoberto é uma necessidade básica, afinal sou introvertido. Para o extrovertido seria normal expor-se com todas as suas intimidades, sem culpa, porque conseguiria viver sem preocupar-se com a opinião dos outros. Esta é realidade de muitas pessoas ilustres ou não, que são felizes por serem diferentes.
O despertar do espírito acontece numa personalidade que aboliu a fé e a crença. É real e verdadeiro. As experiências em que fui envolvido pelo cérebro por ser sensitivo foram traumáticas, mas imprescindíveis para conhecer a realidade verdadeira. Esta verdade me tem afastado de egos fortes que tem visões diferentes com as quais não consigo compartilhar. Minhas convicções são profundas porque baseadas no sentimento que tem um resultado diferente do pensamento, como muito bem explica Jung. Na verdade, nesse sentido, há sentidos diferentes na organização dos meus pensamentos, como verifico dia a adia.
Verifico que há uma similaridade entre os grandes espíritos que mudaram para o bem e para o mal, a história do século XX. São dois personagens que me influenciaram profundamente, e por muito tempo perguntava eu, por que? Por que? Agora percebo que eles tiveram uma energia, um magnetismo que atraía outras pessoas irresistivelmente, como confirma a história. Um magnetismo arrebatador que arrastava multidões e doações em dinheiro inimagináveis. Eles foram Hitler e Rajneesh.
A imortalidade para muitos é o supra-sumo da vida. Penso eu, entretanto, que a vida na forma como se apresenta no momento - nascimento, crescimento, maturidade e morte – é perfeito. Os crentes para não falarem em morte, dizem que há um renascimento. No renascimento, entretanto, a memória anterior não é preservada. Então, continua como está. Vamos celebrar a vida... até a morte.
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