A Individualidade
O indivíduo é a base da sociedade. “Toda civilização e toda cultura nasce das raízes do individualismo criativo. Não foi a sociedade, mas um indivíduo quem primeiro tirou fogo de uma pedra. ... Só o indivíduo pode pensar e, pensando, criar novos valores para o mundo. Só o indivíduo pode estabelecer novos padrões morais que mostram o caminho para as gerações futuras. Sem personalidades decisivas pensando e criando de forma independente, o progresso humano é inconcebível.” Albert Einstein
Mas é o cérebro que administra a vida. Ele a organiza inicialmente pela união entre as mentes semelhantes, formando um eu coletivo que age em grupo. Os grupos da mente coletiva são identificados como família, religião, pátria, partido político, time de futebol, entre outros. Esta identificação é mais ou menos intensa, dependendo de cada indivíduo. Em toda esta diversidade, cada cérebro pode ter um bloqueio que não permite ver a verdade verdadeira, o que é chamado de alucinação negativa ou positiva. Tiveram a mesma dificuldade de ver a esquadra de Colombo os nativos americanos na baía do México em 1492. Ocorre o mesmo com o cego por mais de 40 anos que, após uma cirurgia, não consegue enxergar o que está à sua frente porque não tem memória visual. São situações diferentes, mas que mostram as alucinações provocada pelo cérebro.
Mas há as exceções, os in-divíduos. Eles, entretanto, não estão isentos das ilusões. Somente a evolução consciente irá superá-las.
O in-divíduo cresce interiormente e fortalece a sua identidade ao libertar-se da consciência coletiva.
Individualidade é a consciência de si mesmo, a noção de estar só e apartado de um grupo. Preservar, fortalecer e viver a sua individualidade; construir a sua autonomia, depender o mínimo do outro e ser livre é o ideal.
Vejam o que diz Platão:“Quem faz depender de si mesmo, se não tudo, quase tudo o que contribui para a sua felicidade, e não se prende a outra pessoa, nem se modifica de acordo com o bom ou mau êxito de sua conduta, está, de fato, preparado para a vida; é sábio, na verdadeira acepção do termo, corajoso e temperante”.
A individualidade é um valor em Nietzsche: “Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o”.
O in-divíduo é a semente da sociedade que pode contaminar os outros levando-os, se bom, para os caminhos do desenvolvimento e do progresso; se mau, para os caminhos contrários.
A honestidade é uma consciência em que o bem comum predomina. A desonestidade forma um grupo próprio com os seus pensamentos voltados para a esperteza e para a dominação do outro. Todos tem a sua razão.
É o cérebro que determina a consciência moral do indivíduo e a projeta para o grupo. E a educação aqui tem um peso fundamental. Mas não podemos negar que as sementes do bem e do mal já estão plantadas no caráter individual oriundas da herança genética.

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