A Evolução da Consciência

Vivo neste universo de tempo e espaço, ocupado por matéria e energia, regido pelas leis da gravidade, da termodinâmica e da causalidade, entre outras. Meu mestre interior alertou-me de que deveria observar a realidade e aprender a distinguir o real do ilusório. Isto tornou-se uma obsessão para mim, pois a vida é cheia de crenças, fantasias e armadilhas. Dediquei-me a explorar este universo e identifiquei-me com os materialistas em oposição aos crentes.
Nas minhas pesquisas e experiências percebi que a crença é uma ilusão, pois não tem os fundamentos do real e do verdadeiro.
A crença e a fé estão relacionadas com as religiões que se formam de dogmas, ídolos e mitos que povoam as cabeças dos crentes. Mas, felizmente, há um mas. Há aqueles que tem somente uma profunda fé, e só. “Mas” há outros em que a consciência evoluiu. Darwin desenvolveu uma teoria científica da evolução biológica, mas antes dele, já era amplamente aceita pelos filósofos a ideia de que havia uma evolução da consciência humana. Enquanto aquela pode ser comprovada cientificamente, esta é um processo subjetivo, é uma experiência, um saber que não pode ser pesado, medido, testado porque é autoconhecimento. Observa-se pois, que além da evolução biológica há no homem um processo de evolução de consciência. O desenvolvimento ou evolução da consciência processa-se a partir da experiência direta, da observação, do desenvolvimento da sensibilidade, da intuição e dos insights. Este processo é comandado pelo cérebro e não pelo poder da vontade individual.
Para o cérebro a realidade e a crença se fundem. Ele não separa uma de outra. Elas são verdades que guiam a vida do indivíduo. O cérebro (a consciência) as absorve como sendo a mesma coisa. Somente uma consciência que tenha evoluído e excluída as ilusões (a fé e as crenças) pode perceber a verdadeira realidade, identificar o real e a verdade sem os véus da ilusão. Limpar, excluir a fé e as crenças da alma é uma tarefa difícil e demorada. O condicionamento foi um processo delicado e profundo que afetou até as raízes da alma. Mas é possível erradicá-lo com o auxílio do seu mestre interior e ser livre. Esta é a maior realização individual. Ver o mundo como ele é, sem utopias, distorções e principalmente, para isto, é preciso conhecer as ilusões promovidas pelo cérebro. Sim, não é uma tarefa fácil.

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