A Comunicação entre o Intelecto e o Coração
Só agora descubro que penso com o coração, de verdade. Esta verdade parecia escorregadia, me fugia, mas era essencial. A maioria das pessoas é extrovertida, em torno de aproximadamente 70% da humanidade, dizem. Eu, então só me comunico em torno de 30% com os meus iguais, pois sou introvertido. Eu penso com o coração. Isto aconteceu depois de muitas tentativas de tentar entender porque eu não era compreendido.
Há pessoas em que eu tenho uma comunicação fácil, mas há outras que eu realmente não consigo entender. A chave que abriu o meu entendimento e me despertou foi a frase de Frei Beto que fez entrevistas com Fidel Castro que resultaram num livro de grande sucesso em Cuba e no Mundo: “Fidel e a Religião”. Afirma Frei Beto: “Fidel não aprecia os acadêmicos. Ele pensa com o coração". Fui compreender, agora, que o universo dos acadêmicos - instelectuais e extrovertidos - está em outra dimensão. A diferença, percebo agora, não está nas palavras que são as mesmas, mas no significado. Cada cérebro tem uma imagem (significado) para uma determinada palavra. A imagem de uma palavra é diferente para cada pessoa que pensa. No cérebro, usamos imagens que mostram significados diferentes para a mesma palavra. Árvore contém infinitas imagens de diversas árvores. Se queremos ser compreendidos precisamos especificar a árvore.
A diferença entre um introvertido e um extrovertido é definida brilhatemente pelo escritor Renato Mezan no seu livro "Freud, Pensador da Cultura" - Editora Brasiliense, pág.268:"1. Diálogo de surdos - Quem se debruça sobre acorrespondência entre Freud e Jung não pode furtar-se à singular impressão de que os dois interlocutores falam línguas diferentes, pensam em comprimentos de onda antagônicos e padecem de surdez crônica. Ao longo de sete anos, cada qual repete incansavelmente os seus argumentos e procura diminuir a importrância dos do adversário - pois é bem de dois adversários que se trata, apesar das fórmulas de polidez e de protestos de elevada estima e consideração que pontilham a cartas. Como estas se estendem de 1906 a 1913, anos cruciais para a instituição da psianálise como uma realidade histórica, parece-me de extremo interresse o exame do que os dois homens tem a se dizer, embora ambos estejam mais preocupados em afirmar suas próprias posições do que compreener a partir de onde fala o outro". Jung é introvertido e Freud é extrovertido. Freud é um telectual que pensa com os neurônios e Jung pensa com o coração.
Nada pode ser feito. Mas é importante compreender esta dinâmica que flui entre eles.
Há pessoas em que eu tenho uma comunicação fácil, mas há outras que eu realmente não consigo entender. A chave que abriu o meu entendimento e me despertou foi a frase de Frei Beto que fez entrevistas com Fidel Castro que resultaram num livro de grande sucesso em Cuba e no Mundo: “Fidel e a Religião”. Afirma Frei Beto: “Fidel não aprecia os acadêmicos. Ele pensa com o coração". Fui compreender, agora, que o universo dos acadêmicos - instelectuais e extrovertidos - está em outra dimensão. A diferença, percebo agora, não está nas palavras que são as mesmas, mas no significado. Cada cérebro tem uma imagem (significado) para uma determinada palavra. A imagem de uma palavra é diferente para cada pessoa que pensa. No cérebro, usamos imagens que mostram significados diferentes para a mesma palavra. Árvore contém infinitas imagens de diversas árvores. Se queremos ser compreendidos precisamos especificar a árvore.
A diferença entre um introvertido e um extrovertido é definida brilhatemente pelo escritor Renato Mezan no seu livro "Freud, Pensador da Cultura" - Editora Brasiliense, pág.268:"1. Diálogo de surdos - Quem se debruça sobre acorrespondência entre Freud e Jung não pode furtar-se à singular impressão de que os dois interlocutores falam línguas diferentes, pensam em comprimentos de onda antagônicos e padecem de surdez crônica. Ao longo de sete anos, cada qual repete incansavelmente os seus argumentos e procura diminuir a importrância dos do adversário - pois é bem de dois adversários que se trata, apesar das fórmulas de polidez e de protestos de elevada estima e consideração que pontilham a cartas. Como estas se estendem de 1906 a 1913, anos cruciais para a instituição da psianálise como uma realidade histórica, parece-me de extremo interresse o exame do que os dois homens tem a se dizer, embora ambos estejam mais preocupados em afirmar suas próprias posições do que compreener a partir de onde fala o outro". Jung é introvertido e Freud é extrovertido. Freud é um telectual que pensa com os neurônios e Jung pensa com o coração.
Nada pode ser feito. Mas é importante compreender esta dinâmica que flui entre eles.
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