O Observador


Com o advento da Física Quântica verificou-se que o Observador altera a realidade. Werner Heisenberg afirma:“O observador faz parte essencial do fenômeno observado”.¹ O observador é a Consciência.
Rajneesh (Osho) descreve: “O observador estará fora, além da coisa observada”². A Consciência é o observador. Aqui entra a Hipófise ou Pituitária daquele indivíduo que a estimula e usa. “A glândula pituitária (hipófise) talvez seja o mais extraordinário componente do corpo humano. Em virtude de sua influência sobre outras glândulas, ela tem sido comparada ao regente de uma grande sinfonia – a sinfonia da vida”.³ O observador está fora da Mente, ele a observa. Ele vê as facilidades e dificuldades na organização da Memória, dos Pensamentos, da Razão e do uso da Inteligência. A Hipófise está umbilicalmente ligada ao cérebro, ao coração (sentimento) à memória individual e, em última instância, a todo o corpo físico.
Segundo Nietzsche, o observador olha de longe e do alto.
O Observador porque está fora, tem a capacidade de ver os momentos de criação do cérebro. Os fenômenos da vida que não podem ser provados objetivamente, geralmente são baseadas em crenças religiosas. Por exemplo, as aparições da Virgem Maria em Fátima, Portugal, em 1917, inclusive com a presença da imprensa, foram uma alucinação coletiva que muitos registraram. O aparecimento de Ets são registrados em todo o mundo.
“O caso de Varginha, no interior de Minas Gerais, é outro clássico quando se fala sobre supostas aparições de ETs. Tudo aconteceu na segunda metade da década de 1990, quando duas irmãs e uma amiga se desesperaram ao ver um ser medonho, agachado em um terreno baldio, próximo do lugar onde brincavam. Conforme as meninas descreveram, a criatura era marrom, com olhos grandes e vermelhos, tinha uma aparência assustadoramente viscosa e ondulações na cabeça.”(4)
Mas o que mais inquieta os humanos são os Espíritos. Eles se manifestam, principalmente, pelo som, fazem canalizações e incorporam em humanos. Alan Kardec afirma: ”a realidade visível não é a única que existe. Os espíritos são tão reais quanto o mundo microscópico e as forças físicas invisíveis, como a lei da gravidade.”(5)
Aquele que é “medium”(6), isto é, tem experiências mediúnicas, facilmente adere à crença de espíritos depois da leitura do “Mundo dos Espíritos” de Alan Kardec. São vivências que se não forem contestadas podem levar à crença de que há uma comunicação entre os mortos e o mundo dos vivos. Entretanto, depois de milênios, ainda não se conseguiu provar, objetivamente, a ligação de pessoas vivas com pessoas mortas, cuja crença teve origem antes da civilização egípcia que a registrou objetivamente, e é aceita, parece, por todas as culturas primitivas.
Kardek não tinha mediunidade. Ele afirmava que “o contato com almas desencarnadas só pode ser considerado quando as hipóteses de fraude, alucinação e influência de outras pessoas tiverem sido descartadas. As mensagens do além só poderiam ser consideradas confiáveis se fossem espontâneas e confirmadas por médiuns que não se conhecessem entre si.”(4) É realmente espantoso que o criador do Espiritismo não tivesse experiência própria sobre os fenômenos que estudou e investigou.
A Consciência (o Espírito), entretanto, está fora da mente, mas não do corpo físico, da vida. Ela não é uma anergia apartada e que sobreviva ao corpo físico. A Consciência morre com o corpo físico e uma prova disso é o seu envelhecimento junto com o cérebro. Ela já não preserva a elasticidade dos pensamentos, a capacidade racional e emocional da juventude.
O Observador, a Consciência e o Espírito são a mesma coisa.
Mas o que diz o Observador, a Consciência sobre todos estes fenômenos mentais? A minha experiência pessoal diz que os fenômenos da aparição da Virgem Maria, dos ETEs e dos Espíritos são reais, mas criações do cérebro daquele que está ali naquele momento. A mente cria imagens e sons com base em sua memória ou não. Ela é muito criativa. O exemplo mais claro está relatado na biografia de Pietro Ubaldi que estudava profundamente Jesus Cristo e São Francisco de Assis: ele encontrou os dois na rua e conversou com eles. “Fizeram-lhe companhia durante vinte minutos em sua caminhada matinal, na estrada de Colle Umberto, Perúgia.”(7)
Neste contexto é muito importante registrar que os fenômenos psíquicos, neste caso, são manifestações do cérebro e não de espíritos de pessoas mortas. Pela minha experiência pessoal são os espíritos (consciências inconscientes) de pessoas vivas que nos afetam. São os vivos que aliando pensamentos e emoções agem sobre o cérebro do outro quando este está receptivo ou com baixa energia.
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¹ Piero Pasolini. A Unidade do Cosmo. Editora Cidade Nova. São Paulo. 1988
² http://kaipitz.blogspot.com.br/…/o-observador-e-consciencia…
³ http://kaipitz.blogspot.com.br/…/ahipofise-e-de-3-e-localiz…
(4) https://segredosdomundo.r7.com/7-supostas-aparicoes-de-ets…/
(5) https://guiadoestudante.abril.com.br/…/allan-kardec-e-o-es…/.
(6) - Os intermediários entre os espíritos e os seres humanos.
(7) - http://www.pietroubaldi.org.br/o-autor

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