Professor August Schnitzler


O professor August Schnitzler teve cinco páginas e meia no livro “GEDENKBUCH zur Jahrhundertfeier Deutscher Einwanderung im Staate Santa Catharina”¹. (“Livro de Memórias em Comemoração ao Centenário da Imigração Alemã em Santa Catarina”). Na introdução do artigo, escreve o autor: "Este homem, como professor, homem e poeta, merece uma apreciação mais profunda do que é possível aqui no contexto deste livro." A relíquia é um presente do meu irmão Adolfo a quem não canso de agradecer.
Foi professor durante 41 anos em Santa Filomena. Morreu lá em 1918, aos 73 anos, dos quais 55 dedicados ao magistério. Nasceu em 1842 em Koblenz am Rhein, na atual Alemanha. Em 1860 emigrou e deu a primeira aula no Rio Grande do Sul. Entre 1870-73 foi professor em Poço Grande – Gaspar-SC. Em 1873, por indicação de seu amigo Karl Procop Höschl, estabeleceu-se em Santa Filomena, na serra, a 40 km da Capital, na Colônia alemã de São Pedro de Alcântara .
Ele era catequista, professor, poeta e músico. Em dois grandes galpões, funcionavam um internato e um externato frequentados por alunos de outras localidades, inclusive da Capital. Em 1887 foi nomeado Professor Efetivo da Escola Mista de Santa Filomena, aposentando-se em 1915. Casou em 14 de junho de 1883 com Bárbara Petri (*1840 +23-2-912) filha de Matthias Petri e Katharina Pauli². Ivo Pauli, amigo e vizinho da família Pitz, no Louro, foi aluno dele.
Era amigo de Anton Kretzer que tinha uma casa comercial na frente. Comercializava os produtos da Colônia e revendia produtos básicos como querosene e sal.
“Der Kalender” (para os alemães do Brasil, em 1893), publica sobre o professor August Schnitzler:
“Ao lado da maravilhosa igrejinha em Santa Filomena, há uma escola e ao lado, um muito bem cuidado jardim. Aqui mora um professor, que por 30 anos, com sua pontualidade cumpre o seu dever e criou a sua escola com atenção e influência. Ele educou milhares. Ele é estimado pelos moradores, venerado por seus alunos, amado por seus amigos, um herói valente e duro no seu posto”.
A prefeitura da de São Pedro de Alcântara reformou a sua sepultura há algum tempo. Ele, na verdade, merecia uma estátua.
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¹ Gedenkbuch zur Jahrhundert-Feier deutscher Einwanderung in Santa Catharina
Livraria Central – Alberto Entres & Irmão – Florianópolis – 1929.
² São Pedro de Alcântara. A primeira colônia alemã de Santa Catarina. Aderbal João Philippi. Florianópolis.1995

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