Fantástico!
Como
sempre acontece, depois de dias de muita dor no corpo, angústia e
sofrimento mental (é um parto) uma porta se abre e, neste caso, os
pensamentos entram: O mundo é uma ilusão e nele o indivíduo brinca e briga de acordo com o seu caráter, a sua crença, fé e realidades configuradas pelo seu cérebro. Depois os pensamentos se estendem de
acordo com um movimento próprio.
Esta
revolução da alma começou na meia-idade: eu precisava descobrir a
Verdade, separar o certo e o verdadeiro, do falso e da ficção. O
caminho indicado pela minha natureza para encontrá-la foi Platão:
conhece a ti mesmo. Levei toda a minha vida nesta pesquisa em que a
consciência evolui em degraus e pequenos saltos, e nem a força da
morte, que me assediou, conseguiu desviar-me deste destino: descobrir
a Verdade.
Sem
dúvida, se o mundo é uma ilusão, esta minha posição, embora
apoida pela Ciência e pelo Budismo, também pode sê-lo. Porque
descarto a crença e a fé em favor da experiência e do
conhecimento, a minha Consciência está num caminho próprio e
subjetivo e que obviamente pode e deve ser questionado.
É
fantástico, entretanto, este pensamento de que o mundo é uma ilusão
comprovado pela Ciência. Nada daquilo que os meus sentidos registram
é real e verdadeiro. Posso afirmar, então, que a morte do corpo e
da mente – se existir morte - me levará ao mundo do Nada: o
descanso eterno. Se não existir morte continuarei no mundo da
ilusão, confirmando o pensamento inicial.
Foto
Kirlian: a fotografia da minha aura.

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