Pensar com o coração

C. G. Jung registrou da visita que fez aos índios Pueblos do Novo México nos Estados Unidos, a afirmação do cacique: “Os americanos estão muito enganados quando afirmam que pensam com a cabeça quando toda pessoa de bom senso sabe que se pensa com o coração.” Pensei que era uma esquisitice do chefe índio. Depois recebi uma revelação em uma imagem que veio do céu mostrando o fluxo enorme de comunicação que havia entre o cérebro e o coração. E mais, o coração é o centro da vida e não o cérebro mostrou-me a experiência da cirurgia do coração. Agora, revendo meus textos de vinte anos, redescubro uma anotação:
[Frei Beto fez entrevistas com Fidel Castro que resultaram num livro de grande sucesso em Cuba e no Mundo: “Fidel e a Religião”. Afirma Frei Beto: “Fidel não aprecia os acadêmicos. Ele pensa com o coração”].
O coração é a sede do sentimento, muito mais profundo que o pensamento. Isto me lembra a informação de que pra melhor compreender Filosofia é preciso escrever e falar alemão. As construções de frases em alemão com a declinação, os substantivos, os adjetivos, verbos e a sonoridade das palavras são de uma beleza profunda, compreensiva e estonteante. Algo extraordinário. Os pensamentos que encontramos no intelecto são objetivos, claros e leves, mas no sentimento são pesados, densos e profundos. O intelecto é uma parcela dos oitenta bilhões de neurônios do cérebro que formam um arquivo próprio. O sentimento também usa uma parte dos neurônios e forma os arquivos do coração.
O indivíduo pode ser, naturalmente, extrovertido ou introvertido. O extrovertido usa mais o intelecto, racional e objetivo, o introvertido usa, preponderadamente, os arquivos do coração.

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