A Vida é Mesmo Assim

      C. G. Jung e a Astrologia mostram ao Psicólogo uma realidade assombrosa vivida pelo seu paciente, um pai de família. O casal é formado por homem e mulher bissexuais, em que a relação aparente se mostra normal. A psique masculina da mulher, entretanto, domina a vida dos dois. Ela sabe jogar com todas as cartas, artimanhas e ferramentas que a vida oferece, para se impor. Ele, feminino, introvertido, tem consciência da situação. Ela usa com muito sucesso a mentira - tem amigos e conhecidos que a confirmam sempre. Ele, de acordo com a sua natureza, acredita que qualquer verdade que lhe é apresentada é verdadeira. Por ser introvertido (veja Jung), a verdade verdadeira, demora a ser percebida. De repente, percebe que está totalmente preso pelas malhas da sua parceira. É prisioneiro dela. Nos tempos em que a sua saúde era boa, poderia ter-se libertado. Oportunidades interessantes apareceram, não pode negar. O amor aos filhos – a sua ligação afetiva – entretanto, não permitiu levá-lo para um outro caminho. Esta sua dita fraqueza só serviu para que ela a utilizasse em proveito próprio.
      Preso, não tem mais saúde para se impor, isto é, libertar-se do seu jugo e ser si mesmo. Adaptar-se com muito sacrifício e esperar que a vida lhe apresentasse uma saída sem dor foi uma opção que se mostrou infeliz. A vida lhe diz que nas condições atuais nada mais pode ser feito. Conformado, percebe que, para ele, os ideais de felicidade são apenas ideais e que a vida é mesmo assim. 

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