Soltando Pipa
Mês
julho, vento nordeste, sol sorridente.
-Vamos
soltar pipa?
Ele,
mestre na arte de fazer pipas,
Destaque
em feiras de artesanato,
E
de uma alegria que me fazia falta.
Soltar
pipa na praia!
Pipas
multicoloridas, diversos formatos,
Rabiolas
perfeitas,
Oiêêê...
Praia
da Barra quase deserta,
Um
ou outro pescador, algum turista perdido,
E,
lá longe, alguns surfistas...
Dando
linha, dando linha,
E
lá se vão as pipas para o espaço...
Olhos
nas pipas e elas nos olhando,
Cada
vez mais alto, cada vez mais alto.
Deitados
na areia, não muito juntos,
Mas
os ombros se tocando – como diria Al Berto,
Nós
dois, as pipas, o vento nordeste,
O
sol e o barulho do mar.
Sentimos
a energia fluir, nos envolver, nos unir.
Excitados
e, para não causar constrangimento
A
alguém que nos estivesse vendo,
Deitamo-nos
de bruços a rir, a rir sem parar.
Enxuguei
as lágrimas de riso, de felicidade
E
dei-lhe um beijo nos lábios.
Soltamos
as pipas...
Levadas
pelo vento, livres e belas,
Foram
perder-se na montanha azulada do sul.
Angel
K.
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