O Mal
“... Adolf Eichmann não possuía um histórico ou
traços antissemitas e
não apresentava características de um caráter distorcido ou
doentio. Ele agiu segundo o que acreditava ser o seu dever, cumprindo
ordens superiores e movido pelo desejo de ascender em sua carreira
profissional, na mais perfeita lógica burocrática. Cumpria ordens
sem questioná-las, com o maior zelo e eficiência, sem refletir
sobre o Bem ou
o Mal que
pudessem causar. … A
trivialização da violência corresponde
ao vazio de pensamento,
onde a banalidade do mal se instala.“ (pt.wikipédia)
Não,
não é sobre a banalização do Mal de Hannah Arend. Preciso
escrever sobre o Mal que habita a alma e que se manifesta em coisas
pequenas e triviais no relacionamento humano. Mal este que chega a
somatizar, isto é, transferir
para o corpo em forma de, geralmente tumor, o mal psicológico.
Observo
que o DNA¹ é básico no desenvolvimento da vida. Nos esquecemos,
muitas vezes, que ele fundamenta não só o corpo físico, mas também
o mental. O Mal no ser humano é um veneno chamado ódio. É uma
mancha escura no caráter transmitida pela hereditariedade. No geral
ele está escondido e somente se manifesta em situações especiais,
em ocasiões em que o Ego não consegue camuflá-lo adequadamente.
O
Mal tem força e necessita ser cultivado e fortificado por
acontecimentos diários que demonstram a sua inclusão na dieta de
violência, agressão, preconceito, intolerância e ódios diversos
contra
uma pessoa ou algo. É o prazer sádico que
alimenta o indivíduo sob diversos disfarces e mentiras e, muitas
vezes como brincadeiras sem graça, booling, tortura física e
mental, ou até morte.
Este
Mal é subterrâneo. Ele mora na alma e seu papel é infernizar a
vida dos bons.
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