O Mal

A banalização do Mal de Hannah Arendt (1906-1975): 
“... Adolf Eichmann não possuía um histórico ou traços antissemitas e não apresentava características de um caráter distorcido ou doentio. Ele agiu segundo o que acreditava ser o seu dever, cumprindo ordens superiores e movido pelo desejo de ascender em sua carreira profissional, na mais perfeita lógica burocrática. Cumpria ordens sem questioná-las, com o maior zelo e eficiência, sem refletir sobre o Bem ou o Mal que pudessem causar. … A trivialização da violência corresponde ao vazio de pensamento, onde a banalidade do mal se instala.“ (pt.wikipédia)
Não, não é sobre a banalização do Mal de Hannah Arend. Preciso escrever sobre o Mal que habita a alma e que se manifesta em coisas pequenas e triviais no relacionamento humano. Mal este que chega a somatizar, isto é, transferir para o corpo em forma de, geralmente tumor, o mal psicológico.
Observo que o DNA¹ é básico no desenvolvimento da vida. Nos esquecemos, muitas vezes, que ele fundamenta não só o corpo físico, mas também o mental. O Mal no ser humano é um veneno chamado ódio. É uma mancha escura no caráter transmitida pela hereditariedade. No geral ele está escondido e somente se manifesta em situações especiais, em ocasiões em que o Ego não consegue camuflá-lo adequadamente.
O Mal tem força e necessita ser cultivado e fortificado por acontecimentos diários que demonstram a sua inclusão na dieta de violência, agressão, preconceito, intolerância e ódios diversos contra uma pessoa ou algo. É o prazer sádico que alimenta o indivíduo sob diversos disfarces e mentiras e, muitas vezes como brincadeiras sem graça, booling, tortura física e mental, ou até morte.
Este Mal é subterrâneo. Ele mora na alma e seu papel é infernizar a vida dos bons.
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¹ Ucomposto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos e alguns vírus, e que transmitem as características hereditárias de cada ser vivo. (pt.wikipédia)



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