Profissionais da Saúde

Médico pensa que é Deus; jornalista tem certeza.” (Ricardo Noblat)
Um ego puro, perfeito, absoluto. Eles precisam ser confiáveis, respeitados e admirados no mundo dos egos. Os profissionais de saúde, já antes de colocarem o jaleco, incorporam a imagem do personagem criado pela sociedade. Até a sua linguagem é diferente.
Falando com um jovem dentista ele me dizia que quando trabalhava era um instrumento nas mãos de Deus. Era ele que usava o bisturi, a broca e o boticão, mas a sua mão era guiada por Deus. Falava sério.
Um médico dizia que nenhum valor tinha o que eu sentia. Somente valia o resultado de um exame laboratorial. Num controle de diabetes a restrição ao uso de açúcar era indispensável. E eu: - Doutor estou com uma terrível vontade de comer açúcar. E ele: - Isto é psicológico; teus exames estão perfeitos. E não falou mais no assunto. Depois de algum tempo, descobri que o sintoma era a ansiedade; eu também sofria de depressão.
Outro dentista era sádico; gostava de fazer sofrer. Dizia que a anestesia não pegava. Então o problema era do paciente e não do profissional. Era uma pessoa de extremos. Dividia as pessoas entre amigos e inimigos. Gostava de ser incensado. Descobri depois que ele era um exímio mentiroso (Gostava de rir: - Ele acreditou!) e que tinha grande resistência à dor. Ficou conhecida a história da extração de um dente de um gay sem anestesia. No tratamento de canal, não fazia uma limpeza perfeita e a infecção provocava dores terríveis por uma semana. Ele não gostava de gays e a força do mal (o ódio) tomava as rédeas, ao contrário do outro que se dizia guiado por Deus.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Meu avô - Francisco Pitz – “Dea Petza Chic”

Seres extraterrestres

Condicionamento do cérebro