Amizade Particular
As glândulas sexuais estão começando a desabrochar lançando hormônios por todo o corpo. A sensibilidade aumenta e a uma forte sensualidade se estabelece. Começa a acontecer uma revolução que ele não compreende. As informações sobre este milagre não lhe são acessíveis porque está num internato católico masculino, no começo dos anos sessenta do século XX, onde sexo e tudo o que com ele se relaciona é considerado pecado.
A sensualidade é tão forte que ele, no futebol de campo, cercado por bambuzais e mata atlântica secundária, precisa afastar-se do grupo e embrenhar-se na mata. Tira toda a roupa, deita-se no solo, rola e se agarra às ervas rasteiras; levanta-se e abraça as árvores, demoradamente. Caminha sentindo o ar, as árvores e os raios de sol que atravessam a copa da mata. Neste ambiente selvagem sente uma profunda paz e alegria. Está em casa.
Aconteceu a polução noturna. Aquele gozo o que é? Depois de muito pensar parece ter encontrado a resposta. O músculo trabalhando, dizia o Padre professor de Ciências, produz ácido láctico. Então a polução noturna e o resultado da fricção no pênis devem ser ácido láctico. Está explicado.
Nos esportes gosta de vólei. Na quadra encontrou a simpatia de um outro jogador. Tinha um belo sorriso e achou que olhava para ele de um modo especial.
Em dado momento os seus olhos se encontraram, e ele foi atingido por um raio. Sentiu algo diferente, muito gostoso, deveria ser atração.
O amigo que o atraia era de outra turma. Não sabia qual, mas achou que o estava amando. Sempre que o via passar procurava pelos seus olhos e ao encontrá-los sentia-se feliz.
Nas quintas-feiras na hora do vôlei podiam ficar mais perto e, às vezes, até tocar-se. Não falavam, mas numa oportunidade, levaram uma bola para a quadra ao lado, e ficaram batendo bola, brincando e rindo, por mais de 15 minutos, só os dois.
Começou um diário escrevendo bobagens tipo “I love you” e pequenas particularidades que só ele conhecia. Mas, não sabia se o amor era correspondido.
Até hoje não sabe porque saiu do internato. Foi uma decisão pessoal, totalmente pessoal. Despediu-se dos professores e dos colegas, mas do “amigo” não. As aulas de vólei haviam terminado e não sabia onde encontrá-lo.
Mas depois de 55 anos o “amigo” continua morando no seu coração. Fez pesquisas no Google, mas nada encontrou.
Algo não impossível, mas improvável ele continuar vivo. Mas encontrá-lo como Padre, Bispo ou Pai de família, segurar as suas mãos, olhar nos seus olhos... rir e chorar... rir e chorar copiosamente lembrando a Amizade Particular naquele Seminário Menor.
A sensualidade é tão forte que ele, no futebol de campo, cercado por bambuzais e mata atlântica secundária, precisa afastar-se do grupo e embrenhar-se na mata. Tira toda a roupa, deita-se no solo, rola e se agarra às ervas rasteiras; levanta-se e abraça as árvores, demoradamente. Caminha sentindo o ar, as árvores e os raios de sol que atravessam a copa da mata. Neste ambiente selvagem sente uma profunda paz e alegria. Está em casa.
Aconteceu a polução noturna. Aquele gozo o que é? Depois de muito pensar parece ter encontrado a resposta. O músculo trabalhando, dizia o Padre professor de Ciências, produz ácido láctico. Então a polução noturna e o resultado da fricção no pênis devem ser ácido láctico. Está explicado.
Nos esportes gosta de vólei. Na quadra encontrou a simpatia de um outro jogador. Tinha um belo sorriso e achou que olhava para ele de um modo especial.
Em dado momento os seus olhos se encontraram, e ele foi atingido por um raio. Sentiu algo diferente, muito gostoso, deveria ser atração.
O amigo que o atraia era de outra turma. Não sabia qual, mas achou que o estava amando. Sempre que o via passar procurava pelos seus olhos e ao encontrá-los sentia-se feliz.
Nas quintas-feiras na hora do vôlei podiam ficar mais perto e, às vezes, até tocar-se. Não falavam, mas numa oportunidade, levaram uma bola para a quadra ao lado, e ficaram batendo bola, brincando e rindo, por mais de 15 minutos, só os dois.
Começou um diário escrevendo bobagens tipo “I love you” e pequenas particularidades que só ele conhecia. Mas, não sabia se o amor era correspondido.
Até hoje não sabe porque saiu do internato. Foi uma decisão pessoal, totalmente pessoal. Despediu-se dos professores e dos colegas, mas do “amigo” não. As aulas de vólei haviam terminado e não sabia onde encontrá-lo.
Mas depois de 55 anos o “amigo” continua morando no seu coração. Fez pesquisas no Google, mas nada encontrou.
Algo não impossível, mas improvável ele continuar vivo. Mas encontrá-lo como Padre, Bispo ou Pai de família, segurar as suas mãos, olhar nos seus olhos... rir e chorar... rir e chorar copiosamente lembrando a Amizade Particular naquele Seminário Menor.
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