O Sonho

“Noite escura. Estou deitado de bruços na praia, dentro de algo como uma rede. A lama viscosa me envolve. Quero respirar e não consigo, preciso de ar, quero sair daqui... Estou só. A lama, a rede que me envolve, as trevas e o silêncio... Uma saída, deve haver uma saída. Ah... Um lampejo! Me viro e no alto abre-se uma clareira. Aos poucos liberto-me e subo na direção da luz...”
Este sonho vai se repetindo por diversas noites e eu, procurando o seu significado. Num dia, de repente, fui tomado por uma forte emoção e me pus a chorar. Meu cérebro havia resgatado as imagens do meu nascimento.
O trabalho de parto começou às onze horas da noite. Minha avó ficou com a minha mãe. Papai encilhou o cavalo e foi buscar a parteira. Nasci às cinco horas da manhã do dia seguinte, 22 de novembro de 1946, sob o signo de Escorpião.

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