Herança Genética.

O nascimento do meu neto e porque dizem que é muito parecido comigo (não tenho cabelos loiros, mas alguns irmãos do meu pai o tem) e porque dediquei a vida ao autoconhecimento, me fazem pensar sobre a herança genética.
Sinto uma ligação física e mental entre a alma do meu trisavô que veio do Hunsrück na época pertencente ao Reino da Prússia, hoje Alemanha, eu e o meu neto de São Paulo.
Vejam só a temeridade do meu antepassado deixando os parentes na velha Europa e vir somente com a roupa do corpo e alguns objetos pessoais para a mata atlântica virgem do Sul do Brasil com a mulher e quatro filhos pequenos. Por sorte – ela é parte essencial na vida – encontrou um adolescente sem família que adotou e que o ajudou na empreitada de se instalar na Colônia de São Pedro de Alcântara. Este adolescente não era um jovem qualquer. Casou-se com Johanna, a sua filha mais velha, e foi o Patricarca de uma das famílias mais poderosas do Estado de Santa Catarina: Jacob Bornhausen.
A família Pütz não teve pessoas proeminentes na sociedade. Seja na fortuna, nas artes, nas letras ou na filosofia. Também não se prestaram a reverenciar os seus antepassados. A sua cultura é determinada por pessoas simples que seguem os ditames da Igreja Católica. São pessoas simples. Ponto final.
Mas em cada um de nós ferve o sangue alemão que teve origem também nos longínguos laços hereditários dos hunos que comandados por Átila atravessaram a Europa e nela deixaram alguns guereiros e dali foram até Roma. Este amalgamento faz parte do nosso genoma familiar.
Então penso que a linha entre Michael Pütz (Senior), Michael Pütz, Francisco Pitz, Pedro Pitz, Romeu Pitz, Fernando Pitz e Henrique Oliveira Pitz marca uma marca indelével, não só física, mas laços da alma que se identificam com a grande família Pütz.
Nós não somos melhores nem piores que os outros, mas únicos.


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