O Sistema não admite a existência de pessoas livres?

Se a minha natureza humana individual orienta e determina as ações da minha vida, sem exceções, porque alguém ousa julgar o que eu faço?

O Ego é formado pelo treinamento que a alma sofre pelas pessoas que estão ao seu lado. Ele é formado para que o indivíduo tenha condições de viver em sociedade. Viver em sociedade é o maior desafio imposto pela vida. Essas são regras ancestrais e foram-se aperfeiçoando permitindo o nascimento e o desenvolvimento da Arte, da Ciência e da Cultura. Você pode ludibriá-las, fugir ou suicidar-se ou sujeitar-se à dor e ao sofrimento,que serão efeitos da vontade individual contrariada. Pelo treinamento, isto é condicionamento, as forças da vontade são canalizadas para atender ao bem comum, mas aquele em que a alma possui forças extraordinárias que conflitam com as regras gerais, terá que reordená-las e a sua alma sofrerá.

Como os nossos sentidos não identificam todas as realidades em que a vida está imersa, somos ensinados a acreditar em estórias que nada tem a ver com a realidade. Por exemplo, enquanto a Ciência na área da saúde está muito desenvolvida, aumentando a duração da vida, pessoas crentes morrem mais cedo porque foram ensinadas a pensar que a fé produz milagres.

Voltando à pergunta inicial.Se é a natureza individual que determina as ações da vida, sem exceções, por que alguém ousa julgar o que eu faço? Este julgamento é feito para reafirmar a máxima de que todos somos iguais e, principalmente, para provar que não há liberdade individual. A Religião, o Poder, o Ego e o Sistema não admitem a existência de pessoas livres.

Por outro lado, a propagada liberdade que promete ser a felicidade é uma ilusão? Viver sozinho e depender de si mesmo pode ser um sacrifío insuportável, pois a alma foi criada para aprender a conviver em sociedade. Mas esta experiência também é necessária. A evolução da vida exige o máximo de experiências, isto é, de aprendizagens para chegar a um final desconhecido.

A vida nos joga daqui para lá e de lá para cá para experimentarmos todas as experiências possíveis. Para rir, chorar das alegrias, tristezas e podermos dizer: vivi.

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