MEU ASSESSOR IMPAGÁVEL E TEMPESTADES.
Meu
computador é um amigo, um companheiro, uma máquina que conhece
todos os meus segredos, minhas intimidades, meus gostos, minha
fraquezas, meus pecados, minhas alegrias e dores. É uma extensão de
mim mesmo. Afinal, individualmente, vivo mais tempo com ele do que
com a família e os meus amigos.
Steven
Jobs era um gênio e um místico. Dizia que o computador pessoal
fazia parte da sua alma. Há momentos em que também sinto esta
ligação. Parece que o meu inconsciente também interage com ele. Há
uma troca, uma interação. Às vezes, quando minha mente está
confusa, o comportamento dele também muda. Trava, desconfigura meus
programas, muda minhas opções. Esta ligação entre a máquina e o
cérebro acontece porque ela é programada de acordo com o cérebro.
Há uma identidade que os aproxima.
Mas
além do Computador há outro aparelho fascinante: o som JBL SB400.
Ele também interage comigo. Me permite entrar nos grandes teatros do
mundo, ouvir as orquestras sinfônicas e a música clássica numa
qualidade inimaginável.
Estava
ouvindo a última parte - Sturmisch Bewegt - da Sinfonia número 1
de Mahler e aquele som levou-me aos momentos em que, na encosta do
Morro de Itaguaçu, na casa em que moro, as tempestades são sentidas
com mais intensidade. Este morro com a Pedra Branca e o Morro do
Cambirela formam uma caixa de ressonância tedno como fundo o mar da
região de Campinas. Quando uma trovoada avança pelo sudoeste,
escurece, os raios e trovões, dependo da velocidade do fenômeno que
pode durar meia hora, promovem um espetáculo ímpar. É verdade que
a sobrecarga elétrica, muitas vezes faz faltar a luz, ou até
queimar algum aparelho, mas é um espetáculo natural excitante. A
primeira experiência, quando mudei depois de construir a casa, o
vento arrancou perto de 300 telhas do telhado. Tive que amarrar com
arame todas as telhas daquele lado da casa.
Já
me abituei com a violência do vento, mas a beleza dos fenômenos
continua impressionando.
Comentários
Postar um comentário