O SUICÍDIO DO REITOR
Afirma
C. G. Jung que qualquer morte de ser humano me afeta: eu faço parte
desse mundo. O suicídio, dizem alguns, é a morte do Ego. Como não
tem como matar o Ego, o suicida mata a si mesmo. O homem comum não
sabe o que é o Ego. Continua válida a informação de que o
ignorância é o maior problema do ser humano.
Há
muitos mistérios na vida. O nascimento já não o parece, embora em
algumas culturas, se pensasse que a mulher era engravidada pela Lua.
A
morte é revestida de crenças. Uma delas é que o suicídio não
deve ser divulgada para evitar que outros o imitem. Mas o inferno
depois da morte nunca inibiu o suicida, embora antigamente, o corpo
não fosse enterrado no cemitério da igreja.
O
suicídio acontece porque a dor mental é insuportável e o Ego não
tem força suficiente para enfrentar o julgamento da sociedade.
Este
ato do Reitor da UFSC foi público, dentro do mais antigo e
tradicional Hipermercado da cidade.Um trauma para a cidade, afinal
ele foi eleito pela comunidade universitária. Agora procuram-se
motivos ou pessoas que o possam ter levado a tal ato de dessespero.
Ele havia sido preso pela Polícia Federal no seu gabinete da
Reitoria, acusado de desvios de dinheiro público em favor de si
próprio e de terceiros. Uma história antiga. Doutor em Direito,
havia sido Diretor do Centro de Ciências Jurídicas. O Presidente da
OAB critou a forma autoritária como havia sido preso.
Na
minha forma de pensar, acho que a elite e as altas autoridades em
geral, ainda não perceberam que o Brasil, com a operação Lava-Jato
mudou. Houve tempos em que era absurdo pensar que o Reitor da UFSC
pudesse ser preso. A autonomia da Universidade o protegia dos muitos
controles que existem para as Autarquias. Atualmente, os procuradores
jurídicos já não são subordinados ao Reitor, mas ao controle
central da Procuradoria Geral da União. Certamente ele pensava que
estava fora do controle judiciário do Estado.
Felizmente,
o Brasil está mudando.
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