A Relação do Sujeito com o seu Mundo

O homem desde que se conhece como sapiens, sapiens, tem procurado encontrar respostas para os mistérios que o cercam. Ele vive numa realidade, num mundo definido, por que não dizer, criado pelos seus sentidos. O Universo é um todo do qual o homem percebe somente uma face. Ele não é capaz de objetivar completamente os fenômenos, mas apenas falar do mundo que é capaz de conhecer.
Superficialmente o homem interage com o mundo que está à sua volta, mas está ligado, umbilicalmente, com o espírito da terra, do sol, da galáxia e do universo. Esta percepção parcial dá o conhecimento de verdades parciais, limitadas pelo tempo, espaço e pela lei da causalidade. Os sentidos limitam a percepção, mas não a interação que existe com o mundo em que o homem vive. Até os nossos pensamentos e atitudes influenciam os outros e, por nossa vez, somos influenciados pelos incontáveis pensamentos e atitudes dos outros. Então, nossas mentes não são ilhadas e separadas da maneira que muitas pessoas modernas gostam de imaginar; são muito mais permeáveis umas às outras, afirma Rupert Sheldrake. Há uma estreita relação com o seu semelhante cujo círculo se amplia para abranger os animais, as plantas, as águas, o solo, enfim, todo o planeta Terra. O homem está interligado com todos os seres visíveis e invisíveis, perceptíveis e imperceptíveis, imagináveis e inimagináveis que vivem neste Planeta. Nós somos parte do espírito da Terra e através dele nos comunicamos com o Universo.
A terra é nossa mãe porque dela nascemos, e o sol o nosso pai porque ele nos dá a vida.
Caso perguntem, escreve Goethe, se me agrada cultuar reverentemente o Cristo, responderei: Sempre! Curvo-me diante dele, tomando-o pela divina revelação do princípio de moralidade mais alto. Caso me perguntem se me agrada cultuar o sol, tornarei a responder: Sempre! Pois também ele é a revelação da coisa mais alta e mais poderosa que já foi dada a nós, mortais, contemplar. Nele eu cultuo a luz e o poder criativo de Deus; apenas graças a ele podemos viver, avançar, existir, e conosco todas as plantas e animais.
A tomada de consciência dessa relação do homem com o seu mundo, com a terra, com o universo, com o todo, está relacionada com a evolução de sua própria consciência.

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