SENSIBILIDADE
Escreve
Rajneeh que devemos manter sempre o comportamento da pessoa comum.
Nada melhora a minha relação com os outros a demonstração de que
sou diferente. Então preciso me policiar. Jung também ajuda: ser
igual é o ideal dos medíocres. Eu estava lendo os livros de
Huberto Rohden e comentei com o meu tio. E ele: - Aquele padre
maluco! Maluco é o nome dado para pessoas diferentes. A minha
sensibilidade aumenta gradativamente. Isto me incomoda porque não é
normal. Preciso da solidão e do silêncio. Eu sou o observador, diz
Rajneesh. Sim, comprovo. E Heisenberg aquele físico alemão afirma:
o observador faz parte do fenômeno observado. Isto na Ciência, mas
no meu cotidiano eu faço parte do que vejo. Sou sensível e o
comprovo. Sim, na prática, no filme que assisto ou no vídeo da
música, eu participo, estou na peça. Eu me identifico com um
personagem ou com a música. E quando a coisa engrossa para o
personagem, fecho o filme.
A
falta de memória é uma vantagem. Assisto o filme como se o visse
pela primeira vez. Quanta bobagem escrevo. Já não sou ego e por
isto não se aplicam a mim as regras dele...
Comentários
Postar um comentário