A Memória

Em 2002 eu escrevia melhor do que hoje. Consegui recuperar os arquivos daquele período que estava gravado em CD. Não me lembro da data do meu aneurisma. Mas deve ter acontecido anos depois. Na época eu sabia que era sensitivo. A “descoberta” agora me deixa intrigado. Como já escrevi, perdi alguns anos da memória intelectual. A memória afetiva e fatos marcantes da vida parece que não foram afetados. Percebo, então que perdi um pedaço da minha alma. O esquecimento, a falta de memória, não fazia parte do meu autoconhecimento. Se eu esqueço fica uma lacuna na minha vida. E a consciência? A tão propalada consciência nada mais é que memória. O Eu é memória. Ele morre com a memória. Um amigo meu morreu de Alzheimer. O Eu dele, a alma, a memória morreu antes do corpo. Terrível. 

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