Continuo caminhando

Continuo caminhando para dentro de mim mesmo a descobrir as minhas origens, a perceber o que e quem existe no meu mais profundo abismo. É uma jornada pelos infernos ninguém duvida. Mas somando vestígios de luz, pedras, sombras e água começo a completar um enorme mosaico, a montar um quebra-cabeça que aos poucos formam significados que dependem do ponto de vista. Dependem de quem dos meus diversos eus os está fitando e assim perceber e compreender os muitos significados que podem ser observados dos muitos ângulos em que os eles se posicionam. Então vejo que não há uma só verdade, uma única certeza, uma única realidade. Tudo é relativo, é um universo que muda de acordo com percepções do observador. Lá dos confins abismos surgem cores, sons, imagens e sensações das experiências dos antepassados. Tribos que viviam às margens do Reno: no lado esquerdo, sob a dominação dos Romanos ( daí os nomes próprios Augustus, Amandus, Virgílius...) - Trier e a região montanhosa e pobre de Hunskücken; no lado direito aldeias independentes, cada uma com cultura, língua e costumes próprios. Todos pobres, muito pobres servindo aos nobres do pedaço. Passam impérios e imperadores... e chegam a uma floresta tropical, um universo desconhecido. Abrem clareiras, constroem casas de pau-a-pique. Em meio a doenças e a todo grau de dificuldades e perigos, conseguem sobreviver. Uma luta do indivíduo e da família. Esta experiência está no DNA, esta força está no sangue. E neste abismo de mim mesmo a que a sensibilidade me levou abrindo os portais do desconhecido, eu ouço o ruído do universo. Já não sou Eu (ego). Sou consciência. Sinto-me dissolvido no Tao, no Todo, no Uno ou o nome que lhe queiram dar, pois todo o universo é constituído de ruído, e a música tem a função de dar formas e estruturas a este ruído que percebemos de forma subliminar.

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