O CORAÇÃO

Quando comecei a estudar Psicologia (autodidata) uma das primeiras lições foi sobre o cérebro. Só o fato de possuir 86 bilhões de neurônios já assusta. No geral, nas notícias e na Ciência, as informações sobre o cérebro são abundantes e sempre chamam a atenção.
Folheando uma revista encontrei informações sobre transplantes de coração e fiquei surpreso com a mudança de personalidade de pessoas que receberam um novo coração (http://galileu.globo.com/edic/102/con_transp1.htm). Fala-se também que é comum as pessoas que fazem cirurgia do coração, terem depois problemas com depressão. Observe-se que o transplante não é apenas do músculo cardíaco, mas da vida, da personalidade, do espírito e da consciência deste para outra pessoa. Obviamente que cada caso é um caso, mais amplo ou mais restrito.
Também fiz cirurgia do coração. Antes da alta, o médico me levou para uma sala para fazer uma avaliação. - Escute o seu coração, falou e colocou-me os fones de ouvido. Que coisa extraordinária! O meu coração, com o seu batimento, parecia um deus mitológico dormindo. Que força, que poder! Um som arrepiante! Ele não era epenas um músculo. Ali estava a minha vida, o meu espírito e a minha Consciência. Fantástico, lindo, maravilhoso!
O coração dentro do homem tem dois polos de energia: positivo (Bem) e negativo (Mal). Ao agir, o homem impulsionado por um lado, apenas pensa que está fazendo o certo. Não há uma crítica do consciência moral, pois é uma manifestação da sua energia interior que está semeando o bem ou mal. Assim acontecem assassinatos, genocídios, morticínios e guerras. O cérebro, parece que nestes casos, é apenas um coadjuvante, pois o coração está no comando.
De fã do cérebro que estudei por muitos anos, não sabia nada do coração. Aprendi que o coração tem impulso elétrico 70 vezes maior que o cérebro e o seu campo magnético é cinco vezes maior. O coração é a sede da vida e o espírito é a sua força; a Consciência que ninguém diz saber onde, está lá; o sentimento (amor, ódio, crença e fé) é formado e está no coração; a libido e os instintos, também. Observo então, que as forças principais do ser humano ali estão, assim como os seus amores e os seus ódios, presentes e passados. Os amigos que já morreram continuam a morar por lá.
Quem comanda o espetáculo da vida é o coração

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