O Observador é a Consciência
Sempre é bom recordar Rajneesh. É como reencontrar um amigo. Só felicidade!
"Existem três camadas na existência. Uma camada é objetiva, é o mundo objetivo; seus sentidos transmitem tudo o que está a sua volta - seus olhos vêem, seus ouvidos ouvem, suas mãos tocam. O mundo objetivo é a primeira camada da existência e, se você estiver envolvido por ela, permanecerá satisfeito com a mais superficial. Há uma segunda camada em seu interior, a camada da mente: pensamentos, emoções, amor, raiva, sentimentos. A primeira camada é comum - se eu tiver uma pedra na minha mão você será capaz de vê-la - ela é um objeto comum a todos. Mas ninguém pode ver o que está dentro da mente.
A camada externa, a primeira camada, a camada da superfície cria a ciência. A segunda camada, a dos pensamentos e sentimentos, cria a filosofia, a poesia. Mas isto é tudo? Matéria e mente? Se isso fosse tudo, você não poderia ficar centrado porque a mente é sempre um fluxo. Não tem nenhum centro: ontem você teve determinados pensamentos, hoje tem outros, amanhã terá outros - é como um rio, não tem um centro em si. Na mente, não se pode encontrar qualquer centro: os pensamentos mudam os sentimentos mudam; há um fluxo. Mas há uma terceira camada, mais profunda, o mundo da religião, do testemunho - daquele que observa os pensamentos, daquele que observa os objetos. Esse observador é único: não existem dois. Ao olhar para uma casa com os olhos abertos ou fechados, o observador é o mesmo; se está olhando para a raiva ou o amor, se está triste ou alegre, se a vida se transformou em poesia ou pesadelo, isso não faz nenhuma diferença - aquele que olha permanece o mesmo, a testemunha permanece a mesma. A testemunha é o único centro, essa testemunha é a consciência.
Na atenção e auto-observação o observador afasta-se do objeto observado. Os pensamentos são um caos e luta para afastá-los somente cria mais pensamentos. Saímos deste círculo vicioso, ao iniciarmos um processo de observação sem luta, sem esforço, um deixar fluir... Então, de repente, o “eu” (centro da consciência) estará além, pairando além de si mesmo. Os pensamentos estão dentro mas o “eu” não está. O observador estará fora, além da coisa observada. O observador sempre está no alto da montanha e todas as coisas se movem ao seu redor. Observar significa estar fora. Este fenômeno é consciência. O segredo é: atenção. A consciência não está dentro da cabeça. A testemunha está além. Ela está por todo o corpo e além do corpo. O “eu” não precisa sair porque nunca esteve dentro. Enquanto estiver observando ele não julga, avalia ou condena, apenas observa... Ele não é um juiz - apenas um observador. E uma vez “sabendo” que está fora, pode permanecer fora. Assim começa a ter a apercepção do todo."
Bhagwan Shree Rajneesh
"Existem três camadas na existência. Uma camada é objetiva, é o mundo objetivo; seus sentidos transmitem tudo o que está a sua volta - seus olhos vêem, seus ouvidos ouvem, suas mãos tocam. O mundo objetivo é a primeira camada da existência e, se você estiver envolvido por ela, permanecerá satisfeito com a mais superficial. Há uma segunda camada em seu interior, a camada da mente: pensamentos, emoções, amor, raiva, sentimentos. A primeira camada é comum - se eu tiver uma pedra na minha mão você será capaz de vê-la - ela é um objeto comum a todos. Mas ninguém pode ver o que está dentro da mente.
A camada externa, a primeira camada, a camada da superfície cria a ciência. A segunda camada, a dos pensamentos e sentimentos, cria a filosofia, a poesia. Mas isto é tudo? Matéria e mente? Se isso fosse tudo, você não poderia ficar centrado porque a mente é sempre um fluxo. Não tem nenhum centro: ontem você teve determinados pensamentos, hoje tem outros, amanhã terá outros - é como um rio, não tem um centro em si. Na mente, não se pode encontrar qualquer centro: os pensamentos mudam os sentimentos mudam; há um fluxo. Mas há uma terceira camada, mais profunda, o mundo da religião, do testemunho - daquele que observa os pensamentos, daquele que observa os objetos. Esse observador é único: não existem dois. Ao olhar para uma casa com os olhos abertos ou fechados, o observador é o mesmo; se está olhando para a raiva ou o amor, se está triste ou alegre, se a vida se transformou em poesia ou pesadelo, isso não faz nenhuma diferença - aquele que olha permanece o mesmo, a testemunha permanece a mesma. A testemunha é o único centro, essa testemunha é a consciência.
Na atenção e auto-observação o observador afasta-se do objeto observado. Os pensamentos são um caos e luta para afastá-los somente cria mais pensamentos. Saímos deste círculo vicioso, ao iniciarmos um processo de observação sem luta, sem esforço, um deixar fluir... Então, de repente, o “eu” (centro da consciência) estará além, pairando além de si mesmo. Os pensamentos estão dentro mas o “eu” não está. O observador estará fora, além da coisa observada. O observador sempre está no alto da montanha e todas as coisas se movem ao seu redor. Observar significa estar fora. Este fenômeno é consciência. O segredo é: atenção. A consciência não está dentro da cabeça. A testemunha está além. Ela está por todo o corpo e além do corpo. O “eu” não precisa sair porque nunca esteve dentro. Enquanto estiver observando ele não julga, avalia ou condena, apenas observa... Ele não é um juiz - apenas um observador. E uma vez “sabendo” que está fora, pode permanecer fora. Assim começa a ter a apercepção do todo."
Bhagwan Shree Rajneesh
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