Relembrando

RELEMBRANDO Há alguns anos, estando convalescendo da cirurgia do crânio, um conhecido, num longo papo, me perguntava a quem ou a que eu creditava a minha melhora já que um médico havia afirmado ter sido um milagre. Ele achou interessante quando eu disse que eu não o atribuía a um ser exterior, a um Deus, filho de Deus, ou a um santo, mas à minha força interior, à vida que promove milagres.
Agora relembrando o assunto, pois a saúde continua me dando surpresas assustadoras e belas, posto um texto que publiquei em um Fórum Uol no ano 2000.
"De Deuses e anjosbr
As grandes dificuldades, as provações são etapas da vida que cada um supera de uma forma peculiar. Dizem alguns que é pela força da vontade, outros que devemos recorrer a Deus, Jesus, a santos ou a outras entidades espirituais, pois será a fé nestas forças superiores que nos fará superar os momentos de crise.
Fala-se do anjo da guarda. Anjos é um tema atual e os livros dedicados ao assunto são best sellers. Eles, os anjos, têm nomes complicados que lhes dão um charme especial. De acordo com a sabedoria esotérica, o anjo da guarda não é uma entidade espiritual superior. Ele é o "símbolo do conjunto de nossas boas ações, daquilo que de positivo e construtivo fizemos na nossa vida. Esse conjunto personifica-se numa poderosa força interna, capaz de intervir no sentido protetor quando solicitada." Esta força que faz superar as dificuldades da vida não vem de fora, não é uma ajuda de uma entidade superior, esta força está dentro de cada ser humano.
Nós temos o poder, mas o transferimos para símbolos (cruz, estrela, etc.), objetos (estátuas, pés de coelho, etc.) imagens (fotos, pinturas, etc.) e entidades criadas por nós mesmos e que denominamos superiores (anjos, santos, deuses e demônios). Todos estes seres mágicos e infinitamente poderosos e os seus mundos fantásticos (céu e inferno) não estão além das nuvens e das estrelas, eles estão dentro do próprio homem. Nós temos o poder, mas o transferimos também para mestres, gurus e autoridades. Na verdade, nós continuamos titulares do poder, mas achamos que os outros é que estão promovendo os milagres que, na verdade, são nossos.
A fé que nós projetamos no objeto produz os mesmos resultados, mas ao invés de creditarmos o benefício a ele, devemos creditá-lo a nós mesmos, o que faz uma significativa diferença, porque deixamos de nos submeter e atribuir poderes a quem não os tem."

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