O Natal
Estamos em meados dos anos cinquenta do século XX. O Natal era a maior festa do ano. A cigarra anunciava a sua chegada. No início com um canto meio rouco, mas que se tornava límpido e melodioso depois de alguns dias de ensaio.
Não se falava em Papai Noel, nome desconhecido na época, mas em Chrestkindcha (Menino Jesus). Heilige Niklós (São Nicolau), hoje conhecido como Papai Noel, tinha o seu dia - 06 de dezembro - que não era festejado, mas os filhos homens que nasciam neste dia, geralmente levavam o seu nome.
Die Mama passava os dias anteriores fazendo doces de diversos tipos enfeitados com açúcar colorido, junto com bolos de diversos tamanhos e fórmulas. Os santa-fés e os pães-de-ló tinham um destaque especial. Eu, o filho mais velho era convocado para auxiliá-la.
No dia 24, no final da tarde, chegava uma pessoa, cuja identidade as crianças desconheciam, com os presentes. No caso, era a minha tia, que vinha de longe em direção ao sítio, coberta com um véu que ela usava na missa.
Nós crianças éramos mantidas ajoelhadas e de cabeça baixa, enquanto se processava a entrega dos presentes. Assim como chegava, partia a misteriosa figura que os trouxera. Depois de alguns minutos aparecia a tia Maria querendo saber o que havíamos ganho. Era uma grande festa. Os presentes eram bem simples comprados no comércio da Freguesia.
O auge da comemoração acontecia na missa da meia noite (entre o dia 24 e o dia 25). Saíamos de casa entre 9 e dez horas da noite, e caminhávamos à pé, aproximadamente cinco quilômetros, até a Igreja Matriz. Se fosse noite de lua e sem nuvens melhor, mas de qualquer forma, geralmente andávamos pela estrada de barro iluminada pelo céu azul e pelas estrelas.
A Freguesia e a igreja tinham uma precária iluminação elétrica. Quase todas as famílias da Colônia se faziam representar nesta missa de natal, que dividia com a Páscoa o ponto máximo da liturgia católica. O presépio enfeitado e iluminado onde a manjedoura com o menino Jesus e um jovem pinheiro de araucária cheio de penduricalhos eram a maior atração.
O Coral da igreja esmerava-se em canções natalinas tradicionais. A missa era em latim e as pregações do padre em português, pois proibido estava o idioma alemão em atos públicos.
No dia 25 brincávamos, almoçávamos e comíamos bolos e doces. Era uma festa essencialmente familiar.
Não se falava em Papai Noel, nome desconhecido na época, mas em Chrestkindcha (Menino Jesus). Heilige Niklós (São Nicolau), hoje conhecido como Papai Noel, tinha o seu dia - 06 de dezembro - que não era festejado, mas os filhos homens que nasciam neste dia, geralmente levavam o seu nome.
Die Mama passava os dias anteriores fazendo doces de diversos tipos enfeitados com açúcar colorido, junto com bolos de diversos tamanhos e fórmulas. Os santa-fés e os pães-de-ló tinham um destaque especial. Eu, o filho mais velho era convocado para auxiliá-la.
No dia 24, no final da tarde, chegava uma pessoa, cuja identidade as crianças desconheciam, com os presentes. No caso, era a minha tia, que vinha de longe em direção ao sítio, coberta com um véu que ela usava na missa.
Nós crianças éramos mantidas ajoelhadas e de cabeça baixa, enquanto se processava a entrega dos presentes. Assim como chegava, partia a misteriosa figura que os trouxera. Depois de alguns minutos aparecia a tia Maria querendo saber o que havíamos ganho. Era uma grande festa. Os presentes eram bem simples comprados no comércio da Freguesia.
O auge da comemoração acontecia na missa da meia noite (entre o dia 24 e o dia 25). Saíamos de casa entre 9 e dez horas da noite, e caminhávamos à pé, aproximadamente cinco quilômetros, até a Igreja Matriz. Se fosse noite de lua e sem nuvens melhor, mas de qualquer forma, geralmente andávamos pela estrada de barro iluminada pelo céu azul e pelas estrelas.
A Freguesia e a igreja tinham uma precária iluminação elétrica. Quase todas as famílias da Colônia se faziam representar nesta missa de natal, que dividia com a Páscoa o ponto máximo da liturgia católica. O presépio enfeitado e iluminado onde a manjedoura com o menino Jesus e um jovem pinheiro de araucária cheio de penduricalhos eram a maior atração.
O Coral da igreja esmerava-se em canções natalinas tradicionais. A missa era em latim e as pregações do padre em português, pois proibido estava o idioma alemão em atos públicos.
No dia 25 brincávamos, almoçávamos e comíamos bolos e doces. Era uma festa essencialmente familiar.
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