Era um garoto

A vida transcorria em harmonia.
A beleza, a liberdade, os amigos, o silencio.
Hierarquia, disciplina, equilíbrio, estabilidade,
Quebrado por risos, rezas, músicas, cantos e toques de sinos.
Formavam um oásis, um mundo perfeito.
Nas quadras de esportes havia espaço para todos.
Caminhadas mensais pelos sítios dos arredores onde se colhiam frutas,
E se faziam refeições à sombra das árvores,
Complementavam o estudo e as aulas rígidas do internato.
O tempo passa, o garoto cresce,
Sensações diferentes começam a inquietá-lo.
O mundo externo continuava o mesmo.
Mas interna e fisicamente,
Ele sentia que uma revolução estava começando a acontecer,
Um sentimento de despertar que o envolvia por inteiro,
Que não podia ser expresso por palavras.
A força do sexo era um vulcão que estava começando a explodir.
Nada podia segurá-lo: nem rezas, nem sacrifícios.
E aconteceu o impensável: sexo é pecado.
O vulcão explodiu...
E destruiu a sua vida.

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