Strip-tease

Sou tão introvertido e tão centrado em mim mesmo que preciso periodicamente promover um strip-tease para abrir-me ao mundo em que vivo. Esta é uma cerimônia pessoal, religiosa e íntima em que me abro, me desenrosco e me mostro a mim mesmo. Quando adolescente, nos palcos da vida, tirava a roupa num balet sinuoso e erótico, observado por jovens e coroas embevecidos. Sentia seus desejos profundos e entregava-me intuitivamente para ser rasgado e devorado.
Enquanto era jovem e belo havia uma troca de energias com o meio, com o mundo selvagem que me rodeava, pois geralmente acontecia no meio natural: a terra, as árvores, as pedras, a água e as suas circunstâncias. Havia uma sinergia entre as minhas forças naturais identificadas pela Astrologia em que eu percebia ser eu-mesmo, uma unidade autônoma em harmonia com o meu mundo. A força do sexo se manifestava com força total. Nu, abraçado a uma árvore de grande porte, ou em pé em plena luz e força do sol, os pés apoiados na pedra do costão e lavado pelas ondas do mar que batiam fortes nas pedras em volta, faziam-me sentir inteiramente vivo e parte do universo que me cercava.
Depois dos anos de juventude, o strip-tease é da alma, ainda embalada pela força da vida que é a origem de tudo. Meus pensamentos se manifestam e se expressam nas particularidades da minha individualidade nos meios de comunicação.
Doar-me faz parte da minha natureza, faz parte da minha alma. A doação em dinheiro para obras sociais é parte de mim mesmo que distribuo aos outros. A música que posto no Facebook é parte da minha alma em que aflora a minha sensibilidade. Não é baseada no sucesso público, mas nas notas do meu sentimento íntimo que se expõem.
A Vida. Ela ainda se manifesta com força total.

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