Epifania II
“Prisioneiro” foi um poema que escrevi há muitos anos, no início do processo de revolução da minha alma. Sim, eu sabia que era prisioneiro, mas não sabia de quem. Agora já sei. A minha mente era prisioneira das regras, dos códigos, dos preconceitos, das leis, da visão dual da realidade, do certo e do errado, do condicionamento terrível a que a alma foi submetida desde criança. E aos poucos, as paredes da prisão foram desmoronando e eu, com a missa do batizado do Henrique, percebi que era, mentalmente, livre. Marcou-me muito a extraordinária acústica da igreja em que os sons tinham uma qualidade excepcional. Os cantos religiosos não agrediam o meu ouvido, pelo contrário, eram absorvidos por todo o corpo e pela alma em qualidade HD. A canção “Deus como tu és grande” é uma canção luterana que eu não conhecia, afinal eu sou católico! Que alegria cantá-la em alto e bom som nesta igreja! Tudo isto minha alma absorveu e as paredes ruíram.
Sonho que sou uma figueira enorme que se quebra e desmorona como um castelo de cartas. A mente criou partidos de religião, política, esporte entre outros e Eu fui levado a escolhê-los para seguir as regras do rebanho. Eu dizia que tinha abandonado a grei, mas como estava enganado. As marcas na alma são gravadas à fogo e é impossível apagá-las. A consciência não irá removê-las, mas pode superá-las.
E aí está o Henrique, uma marca na evolução da minha alma.
Sonho que sou uma figueira enorme que se quebra e desmorona como um castelo de cartas. A mente criou partidos de religião, política, esporte entre outros e Eu fui levado a escolhê-los para seguir as regras do rebanho. Eu dizia que tinha abandonado a grei, mas como estava enganado. As marcas na alma são gravadas à fogo e é impossível apagá-las. A consciência não irá removê-las, mas pode superá-las.
E aí está o Henrique, uma marca na evolução da minha alma.
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