A trajetória da vida

Seja para o Bem ou para o Mal, sempre prevalece a lei do mais forte. E o que mais me impressiona é que o poder do Mal é maior. Sempre pensava eu que a força do Bem era a mais poderosa, talvez influenciado pela crença em Deus que deveria ser mais poderoso que o Diabo. Hoje sei eu que Eles não existem.
Deixou-me impressionado a notícia de que os índios Carijós, aqui de Santa Catarina, foram exterminados porque eram pacifistas. Isto leva a outros pensamentos como o fato de que os “bonzinhos” sempre levam a pior no relacionamento humano. O indivíduo pode ser flexível, mas até certo ponto. É preciso sempre haver limites. Por isso espantam-se alguns quando algum “bonzinho” matou outro: é porque foram superados todos os limites aceitáveis. Individualmente, sempre é necessário que o outro perceba isto: posso ser flexível, mas há um limite.
Olhando o nosso país, parece que vivemos numa Terra de Bandidos, sempre que há uma oportunidade, a desonestidade ocupa o seu espaço. Foi só ser dispensada a licitação nas obras públicas, por causa da pandemia do corona vírus, que a bandidagem entrou em campo. Pessoas em quem votamos e que pareciam íntegras, mostraram a sua face mais abjeta. Bandidos na pele de cordeiros. Mas isto não é apenas no Brasil, o ser humano é uma tragédia. Neste ano de 2020, junto com a pandemia manifestaram-se em maior número, as violências em geral.
Agora compreendo melhor, os místicos indus que se recolhem em cavernas na montanha e dependem da boa vontade do povo que lhes leva alimentos, para fugirem do carma e dedicar-se à meditação. Viver no meio da pobreza material e espiritual é um destino do qual precisamos fugir com criatividade para viver em harmonia sem a interferência de forças alienígenas que nos atormentam. Para isto seguimos uma trajetória de vida que não escolhemos, mas nos é imposta pelas forças hereditárias que só vamos conhecer pelo autoconhecimento. Somente depois de velhos vamos conhecer os segredos das múltiplas desgraças que nos acometeram, da infelicidade que herdamos e tivemos que superar. Penso que é por isto que continuamos a sonhar com a casa do Pai, aquele que tudo provê e que dará significado para tudo o que sofremos.

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