Um Pouco de história - Deus é meu amigo

Tenho dedicado o último mês a ler, estudar e refletir sobre a vida. Considero o autoconhecimento como o meu maior empreendimento. As experiências subjetivas que vivi nos últimos meses, me fizeram ver a vida sob muitas óticas e solidificaram o meu entendimento.
Naquela época, com a crise da meia-idade, demiti-me de cargo importante que ocupava na Universidade e dediquei-me a mim mesmo. Foi muito difícil e doloroso dar uma virada total no rumo da vida. Não foi uma decisão racional, mas algo mais profundo que vinha dos alicerces do meu espírito. O básico foi conhecer a mim mesmo, não com base em crenças, mas na experiência. Isto foi fundamental para que eu tivesse uma visão real do meu mundo, da minha realidade.
Adentrei há pouco tempo no mundo da espiritualidade. Isto é, eu não acreditava em espíritos como eram colocados pelo espiritismo e por outros místicos. Até que um dia eu estava no consultório médico e no final da consulta, uma presença, uma sombra, um rapaz apareceu em pé ao meu lado. Não falou, apenas olhou para mim. Eu o identifiquei como um amigo de 30 anos passados, na Universidade. Percebi que ele não estava fora, mas no meu cérebro e me acompanhou até a saída. Minha mulher falou: - Ele era um amigo que morreu e veio se despedir. Fiquei chocado. Ele morava no Equador e era Pastor evangélico. Como é que ele me achou? Confirmei: os amigos moram no coração. Então agora para mim, o espírito é uma realidade.
O autoconhecimento amplia a consciência porque adiciona informações e experiências. Gosto de C. G. Jung porque ele passa experiência própria que posso identificar com a minha. Pensava eu que poderia conhecer o mundo espiritual com base na experiência dos outros, daquelas pessoas que se diziam médiuns ou mestres espiritualistas. Grave engano meu, pois eles, geralmente, somente repassam crenças e quando falam em experiências, elas são deturpadas por pensamentos pessoais. Então desisti de tentar conhecer o “outro lado” por terceiros e valorizo mais as minhas próprias experiências.
Neste sentido, desde o começo da minha caminhada fui em busca de Deus. Eu só conhecia aquele Deus que me foi apresentado quando criança: o Deus do castigo que, de acordo com os padres, me mandaria para o inferno se eu não fizesse a coisa certa. Aos setenta e dois anos, no final da jornada, encontrei “Deus”. Ele veio ao meu encontro, sorrindo e falou: - Estás com a marca dos anos, mas continuas um adolescente. Me abraçou!

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