Livre-arbítrio

Na nossa civilização há o endeusamento da razão, do intelecto, do ego e do “querer é poder”. As igrejas cristãs enfatizam a existência do livre-arbítrio porque sem ele não haveria pecado, culpa, castigo e recompensa. O homem tem, dizem, o livre arbítrio para escolher entre o Bem e o Mal. As bases da civilização ocidental estão firmadas na ideia do livre-arbítrio. Não podemos negar que a nossa vida é feita de escolhas. Mas, “quem” escolhe? Por que eu penso o que penso, por que eu faço o que faço? Quem é o “eu”? Na verdade, eu não escolho, a minha natureza escolhe por mim. Eu não escolhi a minha natureza, o meu tipo físico, intelectual emocional e mental. Por isso o meu livre arbítrio é condicionado. Spinoza tem um pensamento sábio: “Os homens se enganam quando acreditam que são livres; e o motivo desta opinião é que têm consciência de suas ações, porém ignoram as causas que as determinam; por conseguinte o que constitui a própria ideia de liberdade é o fato de desconhecerem a causa de suas ações”. Há um ditado árabe que mostra de forma sutil o nosso livre arbítrio. "Se Alá predestinou alguém a morrer num determinado lugar, suscitará nele o desejo de viajar até lá."

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