O corpo material e o corpo imaterial

Somos e vivemos condicionados. O corpo material e o corpo imaterial são divididos pelo intelecto como se fossem coisas opostas. Como se isso fosse possível pensamos que somos corpo e alma. Este condicionamento acontece desde crianças quando aprendemos, na igreja católica, que vivemos na Terra para salvar a nossa alma. Vivemos, desde então, num mundo de faz de conta em que introjetamos crenças que levamos por toda a vida como certezas absolutas. Reverter esta posição é quase impossível porque a maioria das pessoas, os nossos vizinhos e os nossos amigos dizem que a fé remove montanhas. E confirmam as nossas crenças. Explorar e dedicar-se à verdade, àquilo que é verdadeiro e real, checar as percepções dos sentidos e do cérebro que muitas vezes distorcem a realidade é um caminho solitário, longo e difícil.
O Eu, segundo Freud, é formado pelo Id, Ego e Superego e dezenas ou centenas de outras imagens que nos atordoam. E há o Consciente e o Inconsciente de Jung. E há a Consciência e o Observador. Todo este emaranhado de informações fornecidas pelo intelecto tem vida própria. E tem um movimento em direção ao Todo. No corpo, o cérebro não está somente na cabeça, mas se espalha pelo coração, estômago e outras partes. As glândulas formam um sistema importantíssimo e integradas ao cérebro comandam a vida do corpo. A força do sexo não pode ser esquecida, pois abraça o corpo físico e o corpo imaterial. Nesta complexidade o Eu fica perdido. Mas há o movimento em direção ao Todo. A unificação em que o corpo imaterial e material se tornam conscientes da sua totalidade.
O eu é formado pelas forças genéticas moldadas pela experiência de vida. O Espírito, a Consciência e o Observador são um. Eles são o Eu que com o corpo formam uma Unidade, o ser Total.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Meu avô - Francisco Pitz – “Dea Petza Chic”

Seres extraterrestres

Condicionamento do cérebro