O Frio do Inverno

Ingmar Bergman escreveu que a morte da vida é igual ao apagamento natural da luz de uma vela. Com a velhice, a força do sexo, da vontade, da mente, da memória e do cérebro morrem aos poucos, no mesmo ritmo. O observador continua o mesmo.¹ Na minha sensibilidade, estas sensações eu as sinto neste período da minha vida. Afélio é o ponto em que a terra está mais afastada do Sol, o inverno no hemisfério sul. É o que vai acontecer no mês de junho. Meu pai faleceu neste mês. As órbitas de todos os planetas são sempre elípticas, tendo sempre um ponto mais afastado (afélio) e um ponto mais próximo (periélio).
A sensação de morte para mim, é um momento de descanso. A minha vida foi um longo, longo combate. Muitas dores e poucas alegrias me permitiram uma vivência extraordinária, com experiências fantásticas orientadas pelo meu espírito (ou inconsciente). A evolução da minha consciência segue o seu ritmo, isto é, meus neurônios morrem e renascem no ritmo ditado pela minha natureza.
Minha consciência uniu-se ao meu espírito e, espero, que este “arquivo mental” invisível sobreviva ao meu corpo físico, em outra dimensão, não sujeita ao sistema de tempo e espaço.

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